PRODUÇÕES D@S JOVENS.

TEXTOS PRODUZIDOS APÓS A EXPLORAÇÃO AO MEMORIAL DA RESISTÊNCIA COM O TEMA: QUAL A SENSAÇÃO DE TER VINDO PARA ESTA EXPLORAÇÃO?

A sensação que eu tive foi de revolta por todas as pessoas que lutaram por direitos, que hoje parecem ser o mínimo para se viver bem e com dignidade e admiração por todos estes, que sabiam que podiam ser presos, torturados, MORTOS. Sem ao menos, poderem viver a liberdade que tantos lutaram mas tinham certeza do que quiseram e pelo que lutaram.

***

Eu me senti um pouco impotente, porque eu nunca vi nada que se comparasse ao que eles fizeram.

Talvez eu tenha que fazer alguma coisa, pois se precisar eu realmente irei fazer, porque: ” Quem sabe faz a hora, não espera acontecer…” e eu sei.

WESLLEY SARAIVA.

***

É um lugar onde eu não me senti bem.

Porque é um lugar onde houve muito sofrimento, aqueles quartos onde tinham nomes escritos nas paredes e uns colchonetes. Este mesmo lugar foi o que vi onde eles sofreram, ou seja, deu pra ter uma boa noção de tudo o que houve aqui.

E pra mim todos eles são guerreiros porque eles lutaram com muita coragem por nossa liberdade, mesmo sabendo que não teriam suas liberdades e que até poderiam morrer, mas foi com a MORTE que muito fizeram o que fizeram.

Através deles temos nossos direitos de falar e fazer o que queremos, na hora que queremos, ou seja, ser o que somos hoje.

MARIA ÍTALA DANTAS.

***

Quando eu entrei no Memorial da Resistência nada me incomodou, mas quando eu entrei nas celas comecei a ter umas sensações estranhas, por exemplo: tive um pouco de medo e ao mesmo tempo sensações de realidade, pois alguém tinha passado por aqueles espaços, “Só com muito Sofrimento”.

Depois disso tudo, me resta uma pergunta:

Será que o que eles passaram, há alguns anos atrás, valeu a PENA?

ALCIZETE.

***

A sensação de ter vindo ao Memorial da Resistência foi de reviver o que as pessoas que passaram por aqui a muio tempo atrás viveram, apesar de jamais poder ser comparada com a sensação das lembranças com a sensação de realmente ter vivido tudo o que aconteceu aqui.

Mas também reforça muito o valor que devemos dar, e muitas vezes deixamos de dar um sincera importância ao que hoje chamamos de LIBERDADE. Muitas vidas aqui se perderam para conquistar um ideal, do qual mal puderam ter vivido e hoje eu posso me identificar com muitos daqueles jovens que não se deixaram vencer e lutaram pelo seu ideal até o FIM.

ALEXSANDRA. 

***

Bom, hoje a nossa Exploração foi para o Memorial da Resistência, talvez tenha sido um dos lugares em que mais sentimos diversas sensações; sensações marcantes e inesquecíveis que vamos levar para toda a vida.

Ao entrar em cada sala era como se eu estivesse vendo cada pessoa sofrer aprisionada, ao escutar os depoimentos das pessoas eu tive vontade de chorar, eu senti uma agonia e até calafrios, medo e angústia. O mais incrível é saber que pelo menos algumas pessoas sobreviveram e que tudo que eles passaram valeu a pena para nós hoje em dia, valeu porque mudou o nosso Presente e temos hoje a nossa LIBERDADE.

JESSYCA.

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Poema feito pela Jovem Alexsandra falando um pouco sobre a Questão da Juventude na Sociedade.  Foi inspirado no Filme ùltima Parada 174.

A ÚLTIMA PARADA 174.

Hoje revi um Filme

que em fatos reais foi baseado.

A vida de dois garotos com o nome semelhante

e daí por diante a história é longa e conflitante.

Um era Alessandro e o outro era Sandro

Mas vou te contar, nenhum era santo.

E essa é a semente que o mundo semeia

Jogando crianças na rua

e as colocando na cadeia.

Drogas ao invés de livros

joio no ligar do trigo.

O que era bom, hoje já não é mais

no meio de tanta coisa ruim

as pessoas se enfraquessem cada vez mais.

Cidade Maravilhosa?

É o Rio de Janeiro.

Passeio dos gringos na praia

e a população em meio a tiroteio.

E o rapaz que morreu enforcado

Foi mais um garoto abandonado.

E o seu xará que ficou vivo?

Foi criado por traficantes, no meio de bandidos.

Vidas paralelas, juntadas pela favela

Uma mãe foi assassinada, e a outra? Ex-viciada.

E por que culpar esses dois pelo caminho escolhido?

Se nunca tiveram exemplo e nenhum Abrigo.

E é por isso que o final do filme eu não gosto

Pois ele relata a verdade.

Esfrega na cara a crua realidade.

Isso não é mais um conto de fadas,

de princesas belas, cavalos brancos e príncipes de espada.

São pessoas como eu e você

que vivem na ilusão e morrem por nada.

Em um ônibus guiado por seu motorista

vi um destino perdido.

Ali se foi um talentoso Rapper

que no fundo era apenas um menino.

E quantos Sandros temos por ai…

Mas quem é que vai se importar,

Mais um Marginal matando,

e se matado isso não é novela,

é um fato relatado

no ano de 2000,

A Última Parada 174.

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Como vejo a Cidade após o PJU.

Na verdade, sempre procurei não enxergar a cidade.

Enxegar a cidade era como ver um filme de terror.

Sempre vi pessoas assistirem filmes de terror pelo fato deles darem medo. A mesma coisa acontecia como enxergar a cidade.

Cresci vendo pessoas que viam só coisas ruins da cidade, e logo me habituei a fazer o mesmo.

E como nunca gostei de ver filme de terror, nunca gostei de enxergar a cidade, então parei de ver.

O PJU agora me ajuda a transformar essa visão padrão de que: “Cidade é igual a algo ruim” para um novo olhar que me mostra que não é bem assim.

Em todas as coisas existem algo bom e algo ruim. Mas, apesar de tudo compreendo que nós contribuímos para tudo o que acontece.

Logo o PJU me mostrou que nesse Filme de terror nós somos os atores, do mesmo jeito que poderíamos ser atores de um filme que dá gosto de assistir.

HEITTOR C. B. DINIZ.

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O PJU está mudando minha Vida?

Confesso que quando comecei a fazer o Programa, passe a fazer pela bolsa que iria ganhar e não pelo que o Programa iria me oferecer, até mesmo porque eu nem sabia bem o que iria fazer aqui.

Mas, quando conheci o Vander, que é o nosso educador e, com o passar dos dias fui descobrindo o objetivo do Programa.

O PJU é um lugar em que não tenho medo de expor a minha opinião crítica sobre algo. De um jeito ou de outro, em pouco tempo, o PJU acabou mudando algumas opiniões minhas em relação ao meu bairro, descobri que nem todo mundo tem a mesma opinião que eu e que tenho que respeitar, acima de tudo, as ideias dos meus colegas, por mais opostas que elas sejam.E respondendo a pergunta, o PJU esta mudando SIM a minha vida, com certeza, para melhor e com certeza vai mudar muito mais pois estamos só no começo e ainda vamos incomodar muito porque nós, Jovens Urbanos somos incômodos para São Paulo.

MAGDA C. POLETTI.

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Sem dúvida o PJU me mudou totalmente, através dele eu ampliei minhas possibilidades de aprendizagem, adquiri e passei experiências para, e como o grupo e sim mudei o meu olhar para com o bairro e a cidade, comecei a olhar ela com outros olhos, percebendo sim seus defeitos, mas dando muito valor as suas qualidades que não são poucas.

Através do programa eu pude explorar o lugar em que moro, e comecei a dar mais valor aos pequenos lugares, percebi que o meu bairro não é tão ruim, que apesar de muitos falarem que ele não tem nada, se nós prestarmos bem atenção nele veremos que ele tem sim coisas legais e somo nós que muitas vezes não valorizamos, sempre olhamos para ele com um olhar de crítica, esquecemos das suas qualidades e que ele pode nos ensinar várias coisas, nos passar várias lições de vida e nos fazer perceber que se, em vez de criticarmos, nos unirmos para mudar e torná-lo melhor pois somos nós que fazemos o lugar melhorar e para ele se tornar cada vez melhor isso só vai depender de nós mesmos, porque nós estamos aí pra mudá-los.

JESSYCA MAIANE.

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Mudando minha visão…

Sim. Com este projeto minha vida mudou bastante, para melhor…

O meu jeito de pensar sobre meu bairro, minha cidade, as pessoas que me rodeiam e principalmente EU. Eu sempre tive um jeito que já era questionadora, e o projeto tem um pouco do que eu já pensava. Mas o fato de olhar mais para o meu bairro sem pensar inicialmente, “meu bairro é um lixo, não tem nada!” e sim pensar: ” O que tem no bairro, será que aquele lugar me trás benefícios?”

São certos pensamentos, questões e comportamentos que este projeto me dispõe que me faz despertar uma sensação de poder OLHAR, QUESTIONAR, REFLETIR, LUTAR e se possível, e sim é possível, pois tudo é possível MUDAR!

Esta experiência que estou tendo o privilégio de vivenciar, vou levar para a vida toda, mas não só guardando comigo, pois isso seria egoísmo, compartilharei com outros, porque assim o projeto terá sentido.

Tudo que é significativo temos que passar adiante!!!

AMANDA MAGNA.

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O PJU está me ajudando a entender melhor a cidade em que vivo, e também esta me fazendo descobrir lugares novos que tem na minha cidade, que eu não sabia que tinha nela.

E também está me fazendo ter uma visão mais crítica sobre as coisas que tem nela, e sobre as pessoas que governam. E também me mostrou que as pessoas tem um certo preconceito com os jovens da periferia.

SILVA FIRMINO.

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As explorações veio

Minha visão modificar.

Da periferia eu sou,

Mas o centro da cidade também é o meu lugar.

As oportunidades existem, basta só correr atrás

Só consegue chegar lá quem não desiste jamais.

O Prédio Banespão visto lá de cima

Dá sensação de poder

E tem uma visão que poucas pessoas podem ver

O Teatro Municipal

Se encontra fechado pra reforma

Mas a viagem não foi perdida

Pois conhecemos toda a sua história através de uma Senhora.

O centro de São Paulo representa lugares da Europa

Enquanto a cara do Brasil continua uma maloca.

Todas as explorações temos que um óculos usar

E a partir disso, temas e debates levantar.

Cada exploração tem um por quê

A cada lugar que exploramos procuramos saber.

Com tudo isso abrimos o nosso olhar crítico

Enquanto nos trens e metros lotados andamos

Os aviões e helicópteros são transportes dos políticos

Os Jovens Urbanos incomoda muito

E por nenhum lugar passa despercebido

Talvez por tentar fazer a diferença

Não se conformando com o absurdo que é tudo isso.

Quem no vê, pensa que somos Marginais,

Mal sabem que os seus direitos somo nós que queremos correr atrás.

ALEXSANDRA SOARES FERRERIA.

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comentários
  1. Pedrinho disse:

    Oi,
    Muito legal essas poesias e escritos, é uma forma bem interessante de expor as produções de vocês (jovens).
    Estamos em um processo (nós do Ibradesc) de fazer uma página semelhante a essa em nosso blog.
    Vou divulgar para os “meus” jovens.
    Parabéns.

  2. Pedrinho disse:

    Oi,
    Tudo bom galera aqui é o Pedro educador de São Miguel.
    Muito legal essa exposição de poesias e escritos,
    Nós do Ibradesc estamos em um processo de criar no blog uma página parecida com esta.
    Vou divulgar para “meus jovens”.
    Parabéns, gostei muito de ler.

  3. Weslley disse:

    Ficou muito bom em mano, só não vi o meu aqui kkkk’ zuera..
    Pensei que você fosse colocas quase todos aqui em mano, mas de boa..
    Eu curti pra caramba essa parte do blog.

    Falou ae, abraços.

  4. cccfpju disse:

    é só vc fazer que eu coloca de boas mano Weslley, kkkkkkkkkkkkkk.
    acredito que este espaço possa alimentar a vontade de vocês verem suas produções aqui expostas, pra todos/as verem…
    é isso, até o fim do pju eu coloco o seu, é só tu escrever e de boas……..

    xXx

  5. Weslley disse:

    Também acredito que possa alimentar possa alimentar nossa vontade sim em mano.
    Eu pelo menos fiquei com vontade de escrever…
    Mas ainda to com fome KKKKKKKK…

    Valeu.

  6. Erivaldo Oliveira disse:

    Poow To Gostando Muiito Dos Nossos Trabalhos…

  7. Weslley disse:

    Ahhhhh nããão. Faltar a bolça agente até aguenta, mas faltar o “LANCHE”
    SOCORROOOOOOOO KKKKKK
    Vou começar a levar marmita pra ONG weoiweoiewoieoiwoieww

    Zuera mano. só to tirando onde mesmo..

    Abraços ae falou..

  8. Amanda disse:

    Aii adoreii essa ideia de levar marmita kkk
    Vou ver oq a Magda acha disse quem sabe a gente naum combina qualquer dia kkkkk
    falou pra vcs aee Beiijoss

  9. Eu estava vendo alguns videos de dança contemporânea e encontrei esse “trecho” no comentário de um vídeo. Degusta-o com moderação! rs’

    “Mundo, vago, vagabundo, vagamundo. Dilacerado, moldado, manipulado. A criatura chamada ser Humano existe mesmo, ou é fruto de nossa imaginação? Mundo, vago, vagamundo. Vagamundo”

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